segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Guardanapos e e-mails




após um almoço de domingo em família, onde surgiram dúvidas etimológicas que intrigaram a família Lissovsky, aconteceu uma troca de e-mails que reproduzo abaixo:

2015-01-26 7:26 GMT-02:00 Elisabeth Lissovsky

guardanapo vem provavelmente do francês garde-nappe - garde 'guarda' + nappe 'toalha de mesa'. (Houaiss)
napkin vem da mesma forma francesa nappe + kin, que é um sufixo formador de diminutivos (Oxford), ou seja, 'toalhinha'.
já o nap do kidnap é uma variação/sinônimo de nab ('catch, seize'), do séc. XVII, que parece que só sobrevive em kidnap e kidnapper. (Oxford).
Beijo,
Tia Bebeth
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2015-01-26 12:41 GMT-02:00 Mauricio Lissovsky

oi,
muito bom.
Muito esclarecedor.
Só comprova a tese que os bárbaros saxônicos para demonstrar bons modos à mesa usavam palavras vindas do frances.
bjs,
pai mauricio
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2015-01-26 12:41 GMT-02:00 Clarice Lissovsky

Olá, pai e tia! Muito interessante, mas compartilho de outras duas teses quem me convencem mais:

1 - Houve certa vez, nascido numa família de bárbaros saxônicos, um menino chamado Napo. Obsessivo por manter seu rosto sempre limpo, andava de um lado para o outro segurando um pedaço de palimpsesto que esfregava na boca a cada possível sujeirinha. Sua mãe, constrangida com a atitude do filho que era vista com maus olhos pelos moradores da cidade que tinham o costume de cultivar alimentos em suas bárbaras barbas, sempre que via o menino com o papelzinho na mão, beliscava o seu braço e dizia com os dentes cerrados "guarda, Napo". 

2 - Houve outra vez, um homem muito bom e dedicado, numa cidadezinha onde todos comiam crepe de chocolate no interior da França. Esse homem era Napo, guarda municipal concursado, que com orgulho andava pelas ruas atravessando avós de uma calçada a outra, resgatando gatos de árvores altas e ensinando bons modos a meninos arteiros. Napo era também um grande saxofonista, que coloria as noites com shows iluminados na praça principal. Certa vez, começaram a construir uma fábrica de pequenos papeizinhos. Napo logo estranhou, afinal: de que serviriam papeis tão frágeis e pequenos? Resolveu dormir em frente à construção para descobrir se havia alguma coisa suspeita acontecendo. Numa tal madrugada, cinco homens encapuzados tentaram entrar na fábrica para roubar todo o dinheiro do cofre. Napo correu para a frente deles e num sopro profundo, que só um saxofonista como ele saberia dar, fez com que os ladrões voassem em cambalhotas redondas pelo ar até uma cela na delegacia. No dia seguinte, o dono da fábrica grato pelo trabalho, foi ao centro da praça dar uma medalha ao heroi e anunciar à cidade, que em homenagem a ele, seus papeizinhos se chamariam "guarda Napo"

Beijos!!
filha sobrinha
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2 comentários: