quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Constelações em órbita

Os cílios são tão enormes que quando ele pisca me abana, o cabelo é comprido demais, a perna é tão fina que quando ele passa num bueiro, cai. Os dedos são tão magrinhos, que quando aponta, faz furinho. A barba só cresce no queixo. É branquinho, quase tranparente. Parece até um cavalo marinho. Você é lindo porque parece um cavalo marinho. E porque a barba te deixa parecido com um bode e todos os humanos que se parecem com animais são mais bonitos porque a beleza pode ser reconhecida também em outras espécies. Seus dedos pontudos são a sua genética alienígina. Gosto de pensar que quando você aponta pro céu, uma estrela nasce. E se eu ligar todas as pintinhas do seu corpo teremos um mapa das contelações do universo. Olha só pra esses cílios! Posso pentear? E esse cabelo. Pelas barbas de Tritão! São iguais os de uma sereia tão linda que linda mais linda do mundo oceânico polar tropical intergaláctico dos 7 mares e quando eles estão embaixo d'água se mexendo parecem uma água viva africana e de repente eu posso ver todos os povos dos mundos daqui em inventados numa pessoa só, na pessoa mais linda do mundo que é sereia e ET, menino e menina, branco e preto, cavalo marinho e bode, gordo e magro, dentuço, banguela, bebê, vovó, mar, terra, frederico- o macaco sem cérebro, judi, gullar, todos pontinhos, se juntando, virando história, virando constelação, e de repente. Gira. Todo o teu corpo em órbita.

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