sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Pelanks Piktures Presents

era uma vez uma vó zelma e uma vó lyrio.
a vó zelma ensinava a roubar glacê do bolo do aniversário alheio.
a vó lyrio lia quadrinhos e fazia a voz do cebolinha, mas não ficava tão bom quanto o da minha mãe.
a vó zelma tem ginga de malandro e elegância camuflada de madam français.
a vó lyrio é médium, fala com os espíritos e, deitada antes de dormir, pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.
As duas já tomaram chá com os dinossauros. A vó zelma foi convidada porque era popular. A vó lyrio, porque lia nas mãos o futuro.
A vó lyrio leu o futuro dos dinossauros, disfarçou, não contou pra ninguém, pegou a vó zelma pelo braço e levou pra dar um rolé na avenida principal da lua.
A vó zelma nem percebeu o espetáculo de luzes e a colisão assombrosa que acontecia lá fora, preocupada que estava em comprar souvenirs de São Jorge para dar de presente para as amigas.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

tudo o que minha voz diz é

sabia que existem bolinhos feitos de chuva? sim, o nome deles é bolinho de chuva ou bolinhos feitos de chuva mesmo;
as chuvas são gotículas brilhantes que caiem das nuvens de algodão, certo? mas o que você não sabe é que, cientificamente, as nuvens não são de algodão... não, não são. as nuvens são feitas de açúcar!! ou seja, todas as vezes que você for fazer um bolinho de chuva, é preciso ir até o céu e apanhar um cadinho de nuvem-de-açúcar-molhada-de-chuva. nem adianta querer pegar em dia ensolarado. quanto mais forte o trovão, mais acerta o ponto do bolinho. há aproximadamente 17 meses 4 dias e 3 noites venho desenvolvendo um método para pegar nuvem-de-açúcar-molhada-de-chuva. primeiramente, tentei através do sonho sonhado. todos os dias ao deitar eu fechava os olhos com bastante força e ficava tentando sonhar comigo chegando até o céu pegando a tal nuvem num dia de chuva, mas não conseguia. os trovões estavam muito fortes e acabam causando mal contato com as energias da minha cabeça enquanto eu sonhava. segundamente, fui para o sonho de padaria; afinal, tinha que ter alguma razão pra aquela bomba-atômica-da-culinária se chamasse sonho. mas aí eu descobri que o sonho da padaria só funcionava com as crianças de 5 anos pra baixo e eu já tou com 6, né. mas tudo bem, tenho que saber lidar com minha maturidade. foi aí que pensei! madura como eu, só a árove de jaboticaba lá do quintal da vovó!! siiiiim, ela vai me levar até o céu! todo dia eu vou lá e consigo subir mais um pouquinho e chegar mais perto das minhas nuvens queridas. não é nada mole, cada dia eu subo uns galhinhos. outro dia eu quaaaase peguei um pedacinho da nuvem, mas meu braço ainda não alcançava. mas, ó, eu cheguei bem perto...

- hum, tá... mas quem te disse que existem núvem de açúcar em dia de chuva não sei das quantas de bolinhos e bla bla blas?

- minha avó!!

- e só? só ela? tu nunca nem procuraste saber por outras fontes mais seguras?

- claro que não procurei saber. tudo o que minha avó diz, É. e ponto. aff, tchau pra ti. 





quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Nossas premissas!!

Como começam todas as coisas?
No reino do tudo já é, quem inventa é rei.
"Os cientistas dizem que somos feitos de átomos, mas um passarinho me contou que somos feitos de histórias"
Palavras que não existem, histórias ainda não contadas, num mundo tão grande quanto os dinossauros e tão gostoso quanto as pelancas da vovó.

Para começar um jogo

Videogameeee!!!!!
- Pra começar um jogo, você precisa escolher bem o seu Avatar.

Eles se posicionam, cada um no seu foco. Giram. Apresentam seus golpes.


-

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O Começo dos Tempos

No começo dos tempos tudo era poeira.


(alguém espirra)

Um tal do átomo. As coisas e nós. Porque a gente também era poeira no espaço. A gente era poeira de estrelas. Poeira das galáxias no infinito. A gente era poeira de cometa, e das coisas que existem láaaa longe. Depois nos tornamos constelações, várias estrelas juntas. Essas poeiras, átomos, do início dos tempos mudaram, pois tudo muda o tempo todo. Mas ainda são os mesmos átomos do início dos tempos, que se unem, formam uma coisa, morrem, aí desmancha,

(falando com os átomos)

- Separa aí, mermão!
Aí se juntam noutra coisa de novo. E assim as coisas nascem e morrem… Por isso eu acho que somos o que quisermos ser. 

(encontrando as coisas do espaço) 

Peixe na água, passarinho que bebe a água do peixe, árvore que é a casa do passarinho, fruto saboroso e gosmento da árvore, somos uma pelanca da vovó bruxa... Enfim, o que eu apenas estou tentando dizer para vocês é: um átomo que um dia esteve no rabo de um dinossauro, hoje pode estar no músculo do seu coração.

(um coração bate)

Receita dos neandertais


Babaganuch, baba e inhame.
Um cacarejo quente.
Angu que é mais bom que o mais bom.
Gosma cósmica de pirulito.
Risco ou o risco ou o risco de rir.
Riso do visgo do diabo.
Riso de um rasgo só flores.
Flores colores, muitas colores.
Cospe mosquito e usa as asas ali.
Mexe mexe mexe remexe.

Pra fazê seu sanduí.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

só existe um batman?

ouvi por aí que só existe um batman! sei não... tenho a impressão que já vi por aí vários batmans, de todas as cores. uns até se você apertar a barriguinha falam: I LOVE YOU

agora.....

Super TiranoRrex só tem aqui no nosso mundo criado. no mundo do "e se". no mundo do início de todas as coisas!


FUSÃO REX!


domingo, 16 de novembro de 2014

vô luis



A memória que eu mais gosto da minha infância é a da imagem do vovô Luis. Ele se transformou em partículas-brilhantes-soltas-no-ar aos 37 anos num acidente de caminhão em uma das viagens Bragança/Belém que ele sempre fazia. O caminhão capotou e dentre os quatro que ali dentro estavam, só o vovô se foi. Era 1973, minha mãe tinha 2 anos e eu nem nesse plano estava... Mas lá pelos meus 5 ou 6 anos de idade a pessoa que eu mais sentia falta no mundo era o vovô. 
Li quase todas as cartas que ele escreveu a vovó Decy, vi todos os álbuns de fotos que ele tava. Conversava com ele, sempre. E doía não conseguir vê-lo em outro lugar que não fosse a minha imaginação. Taline, amiga da escola, me ensinou  o jogo da borracha. Escrevia na borracha sim, não ou talvez, fazia uma pergunta, jogava a borracha e recebia a resposta do vô Luis. Várias vezes eu perguntava: "o papai e a mamãe vão casar de novo?", "o papai e a mamãe ainda se amam?", "vou passar de ano no colégio?", "voco, o senhor sente saudade de mim?"... Saudade. Passava várias noites chorando sem nem conseguir dormir; mamãe me colocava na rede e me embalava até que o choro amenizasse e dizia "o seu avô tá sempre com você"... Quantas vezes eu olhava pro céu e procurava ela e queria entender o porquê dele ter partido... Até que um dia eu o vi! Avistei a estrela mais brilhante da noite e ela era o vovô. As demais estrelas ao redor eras as pessoas que estavam com ele no céu, como a bisa bita e a bisa nenêm. Em todos os momentos de medo, solidão, de tristeza; eu sabia que o vovô tava lá de cima brilhando pra mim, acariciando as inquietudes. Como agora.
Existem as pessoas do buraco para cá das estrelas e as pessoas do buraco pra lá. Mas esses dois lados estão conectados pela porta de entrada e pela porta de saída das estrelas...

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

o início do mundo



quando o mundo começou, minha vó tocava phillip glass e a vó da bel dançava uma valsinha com as estrelas. depois elas celebraram com guefilte fish e borsh. tudo ria. e vieram todas as montanhas, o céu, as nuvens, as escolas, as sereias, um sanduiche, árvores, baratas, macacos, crianças. e por fim eu e por mais fim ainda, minha irmã. outro dia, minha avó acordou à noite e foi até a biblioteca. ela vive reclamando que os dedos estão durinhos e que é mais difícil tocar. mas ela não falaou nada. sentou e tocou toda a valsinha do início do mundo, que ela nunca esqueceu. no céu lá fora, a vó da bel dançava com as estrelas. tudo ria.




E se?

O que define uma teoria é seu caráter especulativo. Teorizar é entender algum fenômeno pela observação. Como uma criança observa? Como deixar a nossa capacidade criativa teorizar?

E se o humano chegou na lua segurando um balão?
E se se o ser humano surgiu do cruzamento de sereia com polvo?
E se o primeiro sanduiche do mundo tiver sido criado pelos pinguins?
E se o mundo começou quando a minha mãe nasceu - eu vi tudo escondido - e depois passou uma nuvem e plantou a minha casa e aí choveram os meus amigos e todos juntos construíram a escola?
E se e se e se?

Como a gente conta a história do mundo através desses olhares?



terça-feira, 4 de novembro de 2014

Início dos tempos

No início dos tempos tudo era poeira. As coisas e nós, poeira no espaço. Poeira de estrelas. Poeira das galáxias no infinito e para sempre. Iluminando a escuridão afora, nós nos tornamos estrelas e toda estrela brilha e nos tornamos constelações e toda constelação está presente em cada um de nós. Os átomos do início dos tempos mudaram, pois tudo muda o tempo todo, mas ainda são os mesmos átomos do início dos tempos, que se unem, formam uma coisa, morrem, desunem e juntam noutra coisa de novo. E assim as coisas nascem e morrem... Mas a essência continua a mesma. Assim, com a mesma essência, somos o passado, somos tudo o que está por vir. Somos o que quisermos ser. Peixe na água, passarinho que bebe a água do peixe, árvore que é a casa do passarinho, fruto saboroso e gosmento da árvore, cheiro do fruto gosmento que chega ao nariz das crianças com fome de trepar na árvore, crianças que pulam, se agarram, dançam, fazem careta para o boi da cara preta, adultos que fazem careta para o boi da cara preta, idosos e coitados bois da cara preta, sofrendo de preconceito racial desde o início dos mitos. Enfim, o que eu apenas estou tentando dizer pra vocês é: um átomo que um dia esteve no rabo de um dinossauro, hoje pode estar no músculo do seu coração.

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No início dos tempos tudo era poeira. As coisas e nós, poeira no espaço. Poeira de estrelas. Poeira das galáxias no infinito e para sempre. Iluminando a escuridão afora, nós nos tornamos estrelas, nos tornamos constelações e toda constelação está presente em cada um de nós. Os átomos do início dos tempos mudaram, pois tudo muda o tempo todo, mas ainda são os mesmos átomos do início dos tempos, que se unem, formam uma coisa, morrem, desunem e juntam noutra coisa de novo. E assim as coisas nascem e morrem...Somos o que quisermos ser. Peixe na água, passarinho que bebe a água do peixe, árvore que é a casa do passarinho, fruto saboroso e gosmento da árvore, somos uma pelanca da vovó bruxa... Enfim, o que eu apenas estou tentando dizer para vocês é: um átomo que um dia esteve no rabo de um dinossauro, hoje pode estar no músculo do seu coração.

Duas versoezitxhas ☺️