| a vó do Gullar |
| quer viver pelo neto |
| cantar de dormir |
| dançar, brincar de correr |
| sair voando, acampar sonhando |
| poder inventar aventuras |
| está velha, mas safada |
| poder brincar de carrinho-de-mão |
| poder correr de salto-alto |
| poder lembrar de um sonho |
| esquecer da osteoporose |
| esquecer da louça |
| esquecer dos óculos |
| óculos bobo burro |
| faz sentir tão impotante |
| faz vovó de velha |
| quaria o contrário |
| fingir ser de sonho |
| fingir ser uma dinossaura |
| vem ver esse rugir! |
| da vovó de muita invenção |
| vamos contruir com as canetinhas |
| construir castelo de estrelas |
| construir nuvem de algodão |
| poder encostar como outrora |
| os pés na orelha suada |
| Peraí, vovó sabida, lembra Gullar |
| não é um saco murcho |
| pode correr a vovó |
| pode questionar o porquê |
| quem é dinossaura é feliz |
| vem brincar vovó de dançar |
| vem largar o osso |
| vem ninar o que sou |
| traz no sono, traz na sacola |
| estes sonhos lindos |
| sonhos de vovó-dinossaura |
| vovó-brincadeira, vovó-pra-sempre |
| onipresente em mim |
| vovó-saudade |
| esse novo infinito |
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
composição - cla e nat - 2
composicao - cla e nat - 1
| Um dinossauro com um picolé |
| Lambe lambeu de pistache. |
| Dormiu com os óculos |
| Roncou, golfou até soluçou |
| Sonhou dançar, pensou voar |
| Correu, soltou: pum |
| Acordou molhado, contudo contente |
| Ruminou ruminou sobre susto múltiplo |
| Decidiu sair com um saco murcho |
| Foi enche-lo com umas idéias. |
| Pensou em sua vó |
| a cantar perante o entusiasmo |
| Estava de sacola, orelha entupida, suado suvaco, |
| lambuzada, florida sombrinha. |
| Coçava bicho do pé, |
| Reclamava osteoporose desde o joelho. |
| Parecia uma maritaca! |
| Pirou, lembrou da louça! |
| Resmungou carregar o mundo. |
| Xingou, xingou por xingar |
| Ante a loucura sem menor motivo |
| Inspira expira com a sacola |
| Canta serenata sem viola |
| Escorrega na casca de banana |
| Teme ficar de cama |
| teme lembrar outrora absolutamente |
| geralmente teme ser absoluta |
| faz lembrar que é safada |
| faz lembrar o quando |
| faz lembrar o porquê |
| quem a lembranca faz onipresente |
| faz lembrar o tal amor |
| faz lembrar o vovô |
| faz lembrar o que foi |
| foi na lua foi de mel |
| este satelite romantico |
| maquina de lança-chamas |
| lança-amores lança-netos |
| dinossauricos da vovó |
| orelha e focinho |
| aquele novo maravilindo |
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Constelações em órbita
Os cílios são tão enormes que quando ele pisca me abana, o cabelo é comprido demais, a perna é tão fina que quando ele passa num bueiro, cai. Os dedos são tão magrinhos, que quando aponta, faz furinho. A barba só cresce no queixo. É branquinho, quase tranparente. Parece até um cavalo marinho. Você é lindo porque parece um cavalo marinho. E porque a barba te deixa parecido com um bode e todos os humanos que se parecem com animais são mais bonitos porque a beleza pode ser reconhecida também em outras espécies. Seus dedos pontudos são a sua genética alienígina. Gosto de pensar que quando você aponta pro céu, uma estrela nasce. E se eu ligar todas as pintinhas do seu corpo teremos um mapa das contelações do universo. Olha só pra esses cílios! Posso pentear? E esse cabelo. Pelas barbas de Tritão! São iguais os de uma sereia tão linda que linda mais linda do mundo oceânico polar tropical intergaláctico dos 7 mares e quando eles estão embaixo d'água se mexendo parecem uma água viva africana e de repente eu posso ver todos os povos dos mundos daqui em inventados numa pessoa só, na pessoa mais linda do mundo que é sereia e ET, menino e menina, branco e preto, cavalo marinho e bode, gordo e magro, dentuço, banguela, bebê, vovó, mar, terra, frederico- o macaco sem cérebro, judi, gullar, todos pontinhos, se juntando, virando história, virando constelação, e de repente. Gira. Todo o teu corpo em órbita.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Constelações - Vittoria e Jefferson
Os cílios
são tão enormes que quando ele pisca me abana, o cabelo é comprido
demais, a perna é tão fina que quando ele passa num bueiro, cai. Os
dedos são tão magrinhos, que quando aponta, fura. A barba só
cresce no queixo. É tão branquinho que parece um filhote de
hamster. Você é lindo porque parece um filhotinho de hamster. E
porque a barba te deixa parecido com um bode e todos os humanos que
se parecem com animais são mais bonitos porque a beleza pode ser
reconhecida também em outras espécies. Seus dedos pontudos são a
sua genética alienígina. Gosto de pensar que quando você aponta
pro céu, uma estrela nasce. E se eu ligar todas as pintinhas do seu
corpo teremos um mapa das contelações do universo. Olha só pra
esses cílios! Posso pentear? E esse cabelo. Pelas barbas de Tritão!
São iguais os de uma sereia tão linda que linda mais linda do mundo
oceânico polar tropical intergalactico dos 7 mares e quando eles
estão embaixo d'água se mexendo parecem uma água viva africana e
de repente eu posso ver todos os povos dos mundos daqui em inventados
numa pessoa só, na pessoa mais linda do mundo que é sereia e ET,
menino e menina, branco e preto, hamster e bode, gordo e magro,
dentuço, banguela, bebê, vovó, mar, terra, frederico- o macaco sem
cérebro correndo pelo palco quando chega a Judi, que é apelido da
minha amiga Judiaria, e ela apresenta o Gular, que chega dançando
capoeira e juntos eles fazem uma roda e aí o homo sapiens vira
sapien sapiens e os sapos viram peixes e os peixes viram sapos e tudo
de mais lindo vem de um átomo só que explode e está em tudo que a
gente conhecece e MANHÊ, CABEI!!! VEM ME LIMPAR.
Avatares atualizados
1
- FEFÊ
Altura:
1cm
Força:
70 cavalos
Velocidade:
300km/h em 5 segundos
Poder:
Aquaplanage
Fefê
criou o famoso golpe quando desenvolveu a incrível capacidade de
respirar debaixo d'água. Com apenas 1 cm de altura, ela consegue
passar pelo buraco da fechadura, pelo furo do sapato, e até se
esconder no canudo do refrigerante do inimigo.
2-
MISS BRAUN
Altura:
pequena
Peso:
infinitas gramas de chocolate ao leite 30 % cacau.
Poder:
Ventania Felina.
Quando
disparado, tem a força de 30 Dedos na tomada. Quando irritada, a
gatinha vira uma fera.
Ponto
fraco:
leite condensado
3-
SUPER SUPREMA
Altura:
de
1 a 3 metros, variando de acordo com o seu alongamento antes da luta
Velocidade:
1000
piruetas por segundo
Poder:
Vento Supremo do Além
Mascote,
também conhecida como dupla personalidade:
Judi, a mais curiosa e destemida.
A
mudança brusca entre Super Suprema e Judi confunde o adversário,
que costuma chorar e pedir ajuda para a mãe. Durante seu golpe, tudo
que está a sua volta voa alto e se espalha pelo chão.
Lema:
“Eu tava só brincando”
4-
O PROFESSOR
Altura.
Raiz cúbica de 1,734367845
Velocidade.
Não se move rapidamente, mas seu cérebro funciona com muito mais
agilidade que o dos outro mortais.
Poder:
Pipi
you pipi me pipi everybody.
Seus
golpes simulam uma situação clássica em sala de aula: vontade de
fazer xixi. Os sons emitidos pelos golpes chegam até 1 milhão de
decibeis, e conta com um excelente apoio traseiro que amortece quedas
de até 50 metros.
Curiosidade:
Seu cabelo é o único que cresce no rosto também.
5
– RAFO,
o gástricoClassificação:
Humanóide
Mascote:
Frederico, o macaco sem cérebro.Poder:
Super Golfada
Ralph descobriu seu golpe quando havia acabado de comer uma torta de palmito que não lhe caiu bem, deu uma reviravolta e voltou em forma de uma golfada que atingiu a mesa do café da tarde desintegrando-a por inteiro, devido a seu alto grau de acidez.
Ralph descobriu seu golpe quando havia acabado de comer uma torta de palmito que não lhe caiu bem, deu uma reviravolta e voltou em forma de uma golfada que atingiu a mesa do café da tarde desintegrando-a por inteiro, devido a seu alto grau de acidez.
6
- JEFF LIN
Altura:
11 bisnagas de pão em pé.
Peso:
66 kg
Sonho:
Ganhar uma competição de dança das cadeiras.
Habilidade:
última geração e único herdeiro da família de samurais mais
tradicional da China. Jeff Lin tem formação em karatê, judô,
jiu-jtsu, kung-fu, ninju-tsu, taeken-do, aiki-do, sumô, capoeira,
ballet e kumon.
Poder:
Magiagam. Um tradicional golpe oriental que mistura todas as artes
marciais e que pode ser praticado apenas pro lutadores de sumô
magrinhos, muito magrinhos.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
outro dia saí na rua com a caixa d'água lá de casa pra pegar uma tempestade pra fazer bolinho de chuva. era de noite, no clima tempo, uma chuva forte se aproximava. mas errou, quando eu olhei pro céu aquela noite - fiquei com a impressão de que o céu só estava me esperando olhar - eu vi uma estrela cadente. e depois outra. e outra. até que o céu estivesse inteiro riscado de brilhinhos brilhantes. a cena durou muito tempo. mais que cinco tempos. as pessoas foram saindo de casa para olhar a fonte de tanto pisca pisca. acho que todo mundo viu. e todo mundo teve direito a muitos desejos. o que foi maravilhoso. o problema é que eles começaram a se realizar quase que instantaneamente. então não foi tão maravilhoso assim. as pessoas pediam coisas absurdas, coisas terríveis. eu fui andando pela rua e assistindo meus vizinhos com suas casas que flutuavam pra longe dali, que jorravam notas de cem reais pelas janelas, que eram cercados por paparazzis para entrevistas, que se tornavam ridiculamente sarados e jovens. e de repente já não sentia o chão em baixo de mim. mergulhei e quase me afoguei. a rua tinha virado um enorme rio. lá no fundo, achando que era o meu fim, fui salvo por uma linda mulher que cantarolava uma canção para me acalmar em meus ouvidos. fui depositado na margem do rio pela sereia minha mãe. só minha mãe para me salvar mesmo. as sereias cantavam e arrastavam as pessoas pro fundo do rio. do lado de fora as pessoas brigavam entre si, tinha lugar pegando fogo, Lucas Alves passou voando com suas novas asas de anjo, me deu um pescotapa e penetrou no que parecia ser a maior festa do ano na casa do fim da rua. parecia o juízo final. o caos era tão grande que ninguém percebia que a chuva de estrelas continuava a iluminar a noite como no inferninho da boite do ilha clube. estava rareando, daqui a pouco ia parar. eu mesmo não tinha nem pedido nada ainda. eu só queria mudar de rua. e naquele momento específico eu tinha a prova de que meu desejo era genuíno e fundamentado. mas percebi que eu não tinha mais tempo. se quisesse salvar a Terra de um colapso teria que abdicar de tudo e fazer o que tinha de fazer. então peguei minha caixa d'água e corri pro horizonte da cidade, que era onde caíam as estrelas. cheguei no segundo derradeiro e consegui pegar a última estrela. ela caiu direto dentro da caixa que tinha ainda um pouco de água do Rio Minha Rua. peguei na mão, ela ainda brilhava. sentei na beiradinha do horizonte, olhei fixamente pra lua, lancei a estrela e pedi que tudo voltasse a ser como era antes da chuva. um buraco se abriu no céu, a estrela passou direto para dentro dele e sumiu. o buraco piscou pra mim, uma piscadela de cumplicidade e, em seguida, sumiu também. olhei para trás, a cidade estava soltando a fumaça poluidora de sempre. tudo calmo. essa noite tive que comer só arroz com feijão. o bolinho de chuva que era mistura tinha ficado pra outro dia.
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