segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

o começo de tudo


1 - cada vez que a minha avó conta uma história, ela inventa o mundo

2 - ser avó é germinar todos os pedaços de si nas coisas até virar poeira de espaço, poeira de estrela
3 - o átomo do rabo da minha avó está no músculo do meu coração

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Avatares!

Rafa: Para começar um jogo, a primeira coisa que você precisa fazer é escolher seu avatar Opção 1 - FEFÊ
Altura: 1cm
Peso: 50 Kg
Força: 70 cavalos
Velocidade: 300km/h em 5 segundos
Poder: aquaplanage
Fefê criou o famoso golpe "aquaplanage" e desenvolveu a incrível capacidade de respirar debaixo d'água. Com apenas 1 cm de altura, ela consegue passar pelo buraco da fechadura, pelo furo do sapato, e até se esconder no canudo do refrigerante do inimigo.


Opção 2 - MISS BRAUN
Altura: 1 metro e meio revestido de chocolate ao leite.
Recheio: sorvete de chicabom
Peso: fome que nunca passa
Golpe principal: Ventania Felina. Quando disparado, tem a força de 30 Dedos na tomada dos pés também.
Com cachos eletricos; sorriso angelical; voz de Doce de Leite e bochechas de pelúcia, descobriu seu golpe quando a titia apertou suas maçãs do rosto dizendo "que gatinha linda" e acabou recebendo um choque comparado a força de um raio em dia de tempestade. A gatinha vira uma fera.
Ponto fraco: leite condensado

Opção 3 - SUPER SUPREMA
Altura: de 1 a 3 metros, variando de acordo com o seu alongamento antes da luta
Velocidade: 1000 piruetas por segundo
Força: Vem do além; apenas não há como medir
Golpe: Vento Supremo do Além
Poder: Causa bagunças inenarráveis no seu quarto, sala, garagem, banheiro, capaz de deixar qualquer mãe de cabelo em pá
Mascote, também conhecida como dupla personalidade: Judi, a mais curiosa e destemida.
A mudança brusca entre Super Suprema e Judi confunde o adversário, que costuma chorar e pedir ajuda para a mãe. Durante seu golpe, tudo que está a sua volta voa alto e se espalha pelo chão.
Mantra: “Vó, juro que não fiz nada. Eu tava só brincando”


Opção 4 - O PROFESSOR
Altura. 1,734367845
Velocidade. Não se move rapidamente, mas seu cérebro funciona com muito mais agilidade que o dos outro mortais.
Poder. Seus golpes simulam uma situação clássica em sala de aula: vontade de fazer xixi. Assim, O Professor desenvolve o super poder de se tranformar no Rex, o invisivel. Os sons emitidos pelos golpes chegam até 1 milhão de decibeis, suas pernas são as mais longas, seus braços também e ainda possui um excelente apoio traseiro que amortece quedas de até 50 metros.
Curiosidade: seu cabelo é o único que cresce no rosto tb.


Opção 5 - RAFO
Nome de batalha: Ralph, o gástrico
Classificação: Humanóide
Nascimento: Último round do início dos tempos.
Idade: Novo, porém esconde.
Mascote: Frederico, o macaco sem cérebro.
Golpe especial: Golfada da Morte
Infrações: Rafo é um jogador que sempre viveu perto das polêmicas. O mascote Frederico carrega em seu histórico sete invasões de ringue, que anularam a partida, mesmo considerando o fato de Frederico parecer entrar apenas para poder beijar os adversários.
Curiosidade: Ralph descobriu seu golpe quando havia acabado de comer uma torta de palmito feita pela avó. O problema é que ele é alérgicos palmito e de súbito, a torta se manifestou em seu estômago, deu uma reviravolta e voltou, fazendo o caminho contrário. A golfada atingiu a mesa do café da tarde desintegrando-a por inteiro, devido a seu alto grau de acidez. A partir desse dia, Rafo, apropriando-se de seu sistema digestivo, nunca saiu do ranking de melhores jogadores.


Opção 6 - JEFF LI
Altura: 11 bisnagas de pão em pé.
Peso: 66 kg
Sonho: Ganhar uma competição de dança das cadeiras.
Habilidade: última geração e único herdeiro da família de samurais mais tradicional da China, os "Jeffersonuá" (que significa "os mais tradicionais da China"). Jeff Li tem formação em karatê, judô, jiu-jtsu, kung-fu, ninju-tsu, taeken-do, aiki-do, sumô, capoeira, ballet e toca guitarra e percussão
Golpe: Magia gum. Um tradicional golpe oriental que mistura todas as artes marciais e que pode ser praticado apenas pro lutadores de sumô magrinhos, muito magrinhos.

Bolinho de Chuva

* de Nat pra Vittória Para começar a fazer o bolinho de chuva da vovó é muito simples!
Primeiro, reserve os seguintes ingredientes:


- uma tempestade de verão
- 2 porções de nuvem cinza
- 4 raios da despensa de Zeus
- 1/2 xícara de frente fria
- 1 El Niño
- Uma pitada de vento sudoeste
- manteiga
- açúcar e canela para enfeitar
Modo de fazer:
Espere a previsão de uma tempestade de verão. Pegue a primeira nuvem cinza que aparecer no céu e torça até sua última gota de água sublimada. Reserve 500 ml.
Misture o El Niño com a frente fria. Depois junte a mistura aos 500 ml de água. Acrescente as pitadas de vento sudoeste e peça para Zeus jogar os raios no recipiente. Vai vazar um pouco... Não desperdice: pode lamber!
Depois disso, cubra tudo com papel laminado e peça para a vovó sentar em cima. Ah!!! Ela precisa estar assada. Se ela não estiver, os bolinhos não vão assar. A opção será fritar os bolinhos em uma frigideira de manteiga de cacau. Que é tipo manteiga... Só que de chocolate.
Quando os bolinhos ficarem prontos, você coloca um bucadinho de açúcar e canela na palma da mão e espirra.
O açúcar vai voar direto para os bolinhos de chuva. As melecas do espirro vão dar a liga, fazendo o açúcar ficar grudado na superfície.
Prontinho!!!!!
A receita rende até 10 porções.
Se quiser guardar para comer no dia seguinte, recomenda-se o uso um guarda-chuva.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Tem também

Têm esses desenhos aqui que não estão atrelados a nenhuma idéia específica, só à minha paixão por elefantes... Mas dai pensei que esses desenhos que venho postando podem ser um material para pensarmos. Eles tem essa estética de desenho infantil, porque a minha habilidade para desenhos empacou lá no jardim de infância. Acho que vou ter 40 anos e vou desenhar assim. Achei interessante pensar nessa estética. É isso :)





Um heteroafetivo e o outro homoafetivo. Ê, hahahah, brincadeira.

Kinder question

Eu fiz esse desenho pensando em como seria legal se um dinossauro desse luz a um kinder ovo e dele saísse algo legal, como um novo planeta ou outra dimensão ou sei lá... Mas depois pensei que a surpresa do Kinder ovo é uma sedução capitalista e que eu não sei até que ponto essa minha ideia seria interessante hahaha. Mas segue aqui o desenho que ficou bonitinho :)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Isso não é uma sinopse

As pelancas da vovó são macias e guardam um pedaço do mundo. Nesse mundo toca rock'n'roll, os dinossauros são nossos amigos, a gente pula corda pra passar de fase, os bolinhos são feitos de chuva, o batman promove passeios no batmovel, nossos sonhos são infinitos e as estrelas são memórias brilhantes que penduramos pra enfeitar a noite. Um dia eu queria entender esse mundo e contar pra mamãe pra ver se ela acredita; ela teima em achar que é tudo coisa da minha cabeça, tadinha. Agora tenho que ir. Minha banda tiranossaurica ta me esperando pra ensaiar. Quer vir com a gente?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

VANEEWIND

VANEEWIND


Nome: Vanessa Suprema
Altura: de 1 a 3metros; seu tamanho varia de acordo com a potência do jeté (passo de ballet que tem o poder de esticar o corpo)
Velocidade: 1000 piruetas por segundo
Força: Vem do além; apenas não há como medir
Golpe: Vento Supremo do Além
Poder: Causa bagunças inenarráveis com seu vento supremo. Move coisa e pessoas de lugar, mas no final deixa todos com um sorriso bem gingado.
Maior sonho: Executar o “Vento Supremo do Além” sobre toda humanidade e trazer para a sua casa na árvore todos os seus objetos favoritos sem que ninguém perceba. Já tentou realizar esse sonho algumas vezes e seu único objeto capturado foi a toca de pinguim que ela não larga jamais. Nesta toca, ela guarda algumas minhocas-eurekas.
Mascote: Judi; a mais curiosa e destemida mascote de todas as galáxias. Judi já desenvolve há várias vidas o poder do teletransporte. Vanessa Suprema apena precisa evocar o vento e judi se teletransporta da onde estiver (mesmo que esteja tomando um sorvete de morango, ela larga tudo e vem).
Mantra: “Vó, juro que não fiz nada. Eu tava só brincando”


Ralph

Nome: Rafael
Nome de batalha: Ralph, o gástrico
Classificação: Humanóide*
Nascimento: Último round do início dos tempos.
Idade: Novo, porém esconde.
Mascote: Frederico, o macaco sem cérebro.
Golpe especial: Gorfadado da Morte

Infrações: Ralph não cumpriu por tres vezes com o contrato acordado com a administração que diz que, a cada confronto, ganhando a competição, ele deve limpar o ringue. Foi punido com afastamento do ringue por um mês e duas semanas. Desde que voltou, tem estado ocupado na gravação de um documentário sobre esse fato. Ralph é um jogador que sempre viveu perto das polêmicas. O mascote Frederico carrega em seu histórico sete invasões de ringue. Nenhuma delas pôde ser anulada, mesmo considerando o fato de Frederico parecer entrar apenas para poder beijar os adversários.

Curiosidade: Ralph não nasceu de um pai e uma mãe, mas sim de uma avó, mais precisamente direto das pelancas de seu braço direito. Descobriu este fato quando havia acabado de comer uma torta de palmito feita por ela mesma - que aliás é uma cozinheira de mão cheia. De súbito, a torta se manifestou em seu estômago, deu uma reviravolta e voltou, fazendo o caminho contrário. A gorfada atingiu a mesa do café da tarde desintegrando-a por inteiro, devido a seu alto grau de acidez. A partir desse dia, Ralph, apropriando-se de seu sistema digestivo, pode desenvolver um sistema inteiramente novo de golpes especiais e subiu no ranking dos melhores lutadores, passando da segunda para a primeira divisão.



*NOTA - Semi-humano que apresenta mutações das ordens psiquicas e culinárias.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Pelanks Piktures Presents

era uma vez uma vó zelma e uma vó lyrio.
a vó zelma ensinava a roubar glacê do bolo do aniversário alheio.
a vó lyrio lia quadrinhos e fazia a voz do cebolinha, mas não ficava tão bom quanto o da minha mãe.
a vó zelma tem ginga de malandro e elegância camuflada de madam français.
a vó lyrio é médium, fala com os espíritos e, deitada antes de dormir, pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.
As duas já tomaram chá com os dinossauros. A vó zelma foi convidada porque era popular. A vó lyrio, porque lia nas mãos o futuro.
A vó lyrio leu o futuro dos dinossauros, disfarçou, não contou pra ninguém, pegou a vó zelma pelo braço e levou pra dar um rolé na avenida principal da lua.
A vó zelma nem percebeu o espetáculo de luzes e a colisão assombrosa que acontecia lá fora, preocupada que estava em comprar souvenirs de São Jorge para dar de presente para as amigas.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

tudo o que minha voz diz é

sabia que existem bolinhos feitos de chuva? sim, o nome deles é bolinho de chuva ou bolinhos feitos de chuva mesmo;
as chuvas são gotículas brilhantes que caiem das nuvens de algodão, certo? mas o que você não sabe é que, cientificamente, as nuvens não são de algodão... não, não são. as nuvens são feitas de açúcar!! ou seja, todas as vezes que você for fazer um bolinho de chuva, é preciso ir até o céu e apanhar um cadinho de nuvem-de-açúcar-molhada-de-chuva. nem adianta querer pegar em dia ensolarado. quanto mais forte o trovão, mais acerta o ponto do bolinho. há aproximadamente 17 meses 4 dias e 3 noites venho desenvolvendo um método para pegar nuvem-de-açúcar-molhada-de-chuva. primeiramente, tentei através do sonho sonhado. todos os dias ao deitar eu fechava os olhos com bastante força e ficava tentando sonhar comigo chegando até o céu pegando a tal nuvem num dia de chuva, mas não conseguia. os trovões estavam muito fortes e acabam causando mal contato com as energias da minha cabeça enquanto eu sonhava. segundamente, fui para o sonho de padaria; afinal, tinha que ter alguma razão pra aquela bomba-atômica-da-culinária se chamasse sonho. mas aí eu descobri que o sonho da padaria só funcionava com as crianças de 5 anos pra baixo e eu já tou com 6, né. mas tudo bem, tenho que saber lidar com minha maturidade. foi aí que pensei! madura como eu, só a árove de jaboticaba lá do quintal da vovó!! siiiiim, ela vai me levar até o céu! todo dia eu vou lá e consigo subir mais um pouquinho e chegar mais perto das minhas nuvens queridas. não é nada mole, cada dia eu subo uns galhinhos. outro dia eu quaaaase peguei um pedacinho da nuvem, mas meu braço ainda não alcançava. mas, ó, eu cheguei bem perto...

- hum, tá... mas quem te disse que existem núvem de açúcar em dia de chuva não sei das quantas de bolinhos e bla bla blas?

- minha avó!!

- e só? só ela? tu nunca nem procuraste saber por outras fontes mais seguras?

- claro que não procurei saber. tudo o que minha avó diz, É. e ponto. aff, tchau pra ti. 





quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Nossas premissas!!

Como começam todas as coisas?
No reino do tudo já é, quem inventa é rei.
"Os cientistas dizem que somos feitos de átomos, mas um passarinho me contou que somos feitos de histórias"
Palavras que não existem, histórias ainda não contadas, num mundo tão grande quanto os dinossauros e tão gostoso quanto as pelancas da vovó.

Para começar um jogo

Videogameeee!!!!!
- Pra começar um jogo, você precisa escolher bem o seu Avatar.

Eles se posicionam, cada um no seu foco. Giram. Apresentam seus golpes.


-

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O Começo dos Tempos

No começo dos tempos tudo era poeira.


(alguém espirra)

Um tal do átomo. As coisas e nós. Porque a gente também era poeira no espaço. A gente era poeira de estrelas. Poeira das galáxias no infinito. A gente era poeira de cometa, e das coisas que existem láaaa longe. Depois nos tornamos constelações, várias estrelas juntas. Essas poeiras, átomos, do início dos tempos mudaram, pois tudo muda o tempo todo. Mas ainda são os mesmos átomos do início dos tempos, que se unem, formam uma coisa, morrem, aí desmancha,

(falando com os átomos)

- Separa aí, mermão!
Aí se juntam noutra coisa de novo. E assim as coisas nascem e morrem… Por isso eu acho que somos o que quisermos ser. 

(encontrando as coisas do espaço) 

Peixe na água, passarinho que bebe a água do peixe, árvore que é a casa do passarinho, fruto saboroso e gosmento da árvore, somos uma pelanca da vovó bruxa... Enfim, o que eu apenas estou tentando dizer para vocês é: um átomo que um dia esteve no rabo de um dinossauro, hoje pode estar no músculo do seu coração.

(um coração bate)

Receita dos neandertais


Babaganuch, baba e inhame.
Um cacarejo quente.
Angu que é mais bom que o mais bom.
Gosma cósmica de pirulito.
Risco ou o risco ou o risco de rir.
Riso do visgo do diabo.
Riso de um rasgo só flores.
Flores colores, muitas colores.
Cospe mosquito e usa as asas ali.
Mexe mexe mexe remexe.

Pra fazê seu sanduí.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

só existe um batman?

ouvi por aí que só existe um batman! sei não... tenho a impressão que já vi por aí vários batmans, de todas as cores. uns até se você apertar a barriguinha falam: I LOVE YOU

agora.....

Super TiranoRrex só tem aqui no nosso mundo criado. no mundo do "e se". no mundo do início de todas as coisas!


FUSÃO REX!


domingo, 16 de novembro de 2014

vô luis



A memória que eu mais gosto da minha infância é a da imagem do vovô Luis. Ele se transformou em partículas-brilhantes-soltas-no-ar aos 37 anos num acidente de caminhão em uma das viagens Bragança/Belém que ele sempre fazia. O caminhão capotou e dentre os quatro que ali dentro estavam, só o vovô se foi. Era 1973, minha mãe tinha 2 anos e eu nem nesse plano estava... Mas lá pelos meus 5 ou 6 anos de idade a pessoa que eu mais sentia falta no mundo era o vovô. 
Li quase todas as cartas que ele escreveu a vovó Decy, vi todos os álbuns de fotos que ele tava. Conversava com ele, sempre. E doía não conseguir vê-lo em outro lugar que não fosse a minha imaginação. Taline, amiga da escola, me ensinou  o jogo da borracha. Escrevia na borracha sim, não ou talvez, fazia uma pergunta, jogava a borracha e recebia a resposta do vô Luis. Várias vezes eu perguntava: "o papai e a mamãe vão casar de novo?", "o papai e a mamãe ainda se amam?", "vou passar de ano no colégio?", "voco, o senhor sente saudade de mim?"... Saudade. Passava várias noites chorando sem nem conseguir dormir; mamãe me colocava na rede e me embalava até que o choro amenizasse e dizia "o seu avô tá sempre com você"... Quantas vezes eu olhava pro céu e procurava ela e queria entender o porquê dele ter partido... Até que um dia eu o vi! Avistei a estrela mais brilhante da noite e ela era o vovô. As demais estrelas ao redor eras as pessoas que estavam com ele no céu, como a bisa bita e a bisa nenêm. Em todos os momentos de medo, solidão, de tristeza; eu sabia que o vovô tava lá de cima brilhando pra mim, acariciando as inquietudes. Como agora.
Existem as pessoas do buraco para cá das estrelas e as pessoas do buraco pra lá. Mas esses dois lados estão conectados pela porta de entrada e pela porta de saída das estrelas...

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

o início do mundo



quando o mundo começou, minha vó tocava phillip glass e a vó da bel dançava uma valsinha com as estrelas. depois elas celebraram com guefilte fish e borsh. tudo ria. e vieram todas as montanhas, o céu, as nuvens, as escolas, as sereias, um sanduiche, árvores, baratas, macacos, crianças. e por fim eu e por mais fim ainda, minha irmã. outro dia, minha avó acordou à noite e foi até a biblioteca. ela vive reclamando que os dedos estão durinhos e que é mais difícil tocar. mas ela não falaou nada. sentou e tocou toda a valsinha do início do mundo, que ela nunca esqueceu. no céu lá fora, a vó da bel dançava com as estrelas. tudo ria.




E se?

O que define uma teoria é seu caráter especulativo. Teorizar é entender algum fenômeno pela observação. Como uma criança observa? Como deixar a nossa capacidade criativa teorizar?

E se o humano chegou na lua segurando um balão?
E se se o ser humano surgiu do cruzamento de sereia com polvo?
E se o primeiro sanduiche do mundo tiver sido criado pelos pinguins?
E se o mundo começou quando a minha mãe nasceu - eu vi tudo escondido - e depois passou uma nuvem e plantou a minha casa e aí choveram os meus amigos e todos juntos construíram a escola?
E se e se e se?

Como a gente conta a história do mundo através desses olhares?



terça-feira, 4 de novembro de 2014

Início dos tempos

No início dos tempos tudo era poeira. As coisas e nós, poeira no espaço. Poeira de estrelas. Poeira das galáxias no infinito e para sempre. Iluminando a escuridão afora, nós nos tornamos estrelas e toda estrela brilha e nos tornamos constelações e toda constelação está presente em cada um de nós. Os átomos do início dos tempos mudaram, pois tudo muda o tempo todo, mas ainda são os mesmos átomos do início dos tempos, que se unem, formam uma coisa, morrem, desunem e juntam noutra coisa de novo. E assim as coisas nascem e morrem... Mas a essência continua a mesma. Assim, com a mesma essência, somos o passado, somos tudo o que está por vir. Somos o que quisermos ser. Peixe na água, passarinho que bebe a água do peixe, árvore que é a casa do passarinho, fruto saboroso e gosmento da árvore, cheiro do fruto gosmento que chega ao nariz das crianças com fome de trepar na árvore, crianças que pulam, se agarram, dançam, fazem careta para o boi da cara preta, adultos que fazem careta para o boi da cara preta, idosos e coitados bois da cara preta, sofrendo de preconceito racial desde o início dos mitos. Enfim, o que eu apenas estou tentando dizer pra vocês é: um átomo que um dia esteve no rabo de um dinossauro, hoje pode estar no músculo do seu coração.

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No início dos tempos tudo era poeira. As coisas e nós, poeira no espaço. Poeira de estrelas. Poeira das galáxias no infinito e para sempre. Iluminando a escuridão afora, nós nos tornamos estrelas, nos tornamos constelações e toda constelação está presente em cada um de nós. Os átomos do início dos tempos mudaram, pois tudo muda o tempo todo, mas ainda são os mesmos átomos do início dos tempos, que se unem, formam uma coisa, morrem, desunem e juntam noutra coisa de novo. E assim as coisas nascem e morrem...Somos o que quisermos ser. Peixe na água, passarinho que bebe a água do peixe, árvore que é a casa do passarinho, fruto saboroso e gosmento da árvore, somos uma pelanca da vovó bruxa... Enfim, o que eu apenas estou tentando dizer para vocês é: um átomo que um dia esteve no rabo de um dinossauro, hoje pode estar no músculo do seu coração.

Duas versoezitxhas ☺️

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

salinas, 1997

a clarice havia falado que seria interessante trazermos uma foto que lembrássemos o dia que ela tinha sido feita.

salinas é o lugar que tenho mais memórias da minha vida. daqueles lugares que trazem lembranças das brincadeiras com as crianças da vila até o primeiro porre pelas areias da praia em uma viagem de planctus. em 1996, meu pai comprou uma câmera fotografica diferente das outras que ele tinha. isso foi o maior barato para os nossos registros juntos. e essa foto que trago aqui, faz parte da primeria seção de fotos com a nova câmera em salinas, já em 1997. no momento em que meu pai fazia essas fotos eu não sabia que seriam nossas últimas férias em salinas com papai e mamãe casados. a separação de meus pais é um grande marco na minha trajetória. eu dizia: "não acredito que o amor de vocês acabou!". olho pra essa foto e consigo revisitar todos essas sensações. e me sinto feliz.




alcindo cacela 1112

quatro andares de corrimão escorrega bunda, com algumas pausas para voos em janelas baixas de paredes azuis e superfícies-frias-moradas-de-baratas. e a mila latindo e correndo. as escadas tomavam conta dos caminhos da casa e eram elas o chão-obstáculo que os patins iam suaves, nem se pensava se haveria lugar próximo dalí que fosse mais "apropriado" para as rodas azuis e violetas. e a mila latindo e correndo. pausa para comer uma ruffles com ketchup. e a mila latindo e esperando com a língua pra fora. no mezanino mamãe papai riam ao ver o universo que carregavam nos olhos. a rede de segurança era pula pula peludo de rinite a coceira nos olhos, mas tudo bem, depois a gente tomava um banho. e a naza só sorria e nos amava com o amor mais generoso desse mundo.mas enquanto isso, ney, faz fotos... depois elxs crescem. registra agora. passa tão rápido. vittória já ralou o joelho direito de novo a mila já tá batendo a porta do lavabo pro amigo imaginário dela. crianças, bora tomar banho e dormir. mas não antes do nescau gelado com bolacha cream crack com manteiga. com a roupa do trabalho (calça marron, cinto e a blusa que eu sonhava no sonho de retorno), papai vinha ler um capítulo de "o livro das virtudes para crianças". com a roupa do trabalho (calça cinza, blusa branca, tamanco marron e cordão verde que hoje carrego comigo) mamãe vinha dar boa noite, dizer - me enchendo de cheiros - que o quarto tava bagunçado e que não era pra eu - de novo! - ficar acordada até tarde... tantas cores já pintaram esses paredes. tantos quadros já foram separados junto com amores que também separam. a miloca já virou anjo da guarda. a vontade de ser gente grande me levou mundo a fora, fora das paredes de casa... esse vai pra mais uma página do diário.





sábado, 11 de outubro de 2014

um a um

Um por um, entram no palco correndo. Quando chegam no meio, saltam e atravessam para o outro lado. A primeira vez que o fazem é em fila, depois cada um começa a entrar de uma coxia. O ritmo constantemente acelerando. Vanessa pega o baixo e começa a tocar. Em seguida, Jeff pega a guitarra e Rafa senta na bateria. Fernandinha e Vittoria vão para o teclado e Sérgio para a flauta.

início

terça-feira, 30 de setembro de 2014

manolito de barros

"Toda vez que encontro uma parede
ela me entrega às suas lesmas.
Não sei se isso é uma repetição de mim ou das
lesmas.
Não sei se isso é uma repetição das paredes ou
de mim.
Estarei incluído nas lesmas ou nas paredes?
Parece que lesma só é uma divulgação de mim.
Penso que dentro de minha casca
não tem um bicho:
Tem um silêncio feroz.
Estico a timidez da minha lesma até gozar na pedra"

livro das ignorãças. são 18 páginas. vamos ler tudo!
pdf: http://comvest.uepb.edu.br/concursos/vestibulares/vest2013/Manuel_de_BarrosO_Livro_Das_Ignoracas.pdf

domingo, 28 de setembro de 2014

nós brincantes

Um trecho de um texto corrido que eu estava escrevendo pra aula de ECO IV (magia gun nela... e além para os entendidos). Bem soltinho e talvez confuso, mas deu vontade de postar aqui procês:

Velhos passos de criança, e também um dinossauro, nas origens da vida, movimento de escamas. Um fantasma de suas memórias, o branco no preto é perolado, o alto grau de concentração em si é beira de loucura: brincadeira flutuante na margem do abismo. Há aí o limite do jogo, quando a disposição na atenção é séria, a diversão pode parecer camuflada e isso é o que parece. Mas esse limite é onde, de fato, a simples presença parece muita coisa – justo por que cada pouquinho de atenção a cada e qualquer coisa, já é grande como um nascimento, e renasce naquela hora de novo. A brincadeira se torna um enorme e sucessivo florescer de brincadeiras. E a brincadeira se torna memória. E a brincadeira há de se nomear de novo fazer – de dentro pra fora. Também de fora pra dentro, ao mesmo tempo.
Vou arriscar dizer que existem alguns princípios elementares da brincadeira. Um deles é o fato de o brincante, indivíduo que brinca ativamente, uma vez em ‘estado de jogo’, não é mais achatado em nenhuma outra definição que a própria de ‘brincante’. Não é homem ou mulher, não é velho nem novo, não é deus nem humano. Apenas atuante ativo ou passivo do jogo. E esse jogo está dentro e fora. Fora por que quem brinca está presente no espaço e dentro por que este tem memórias independentemente de qualquer coisa. Então se torna algum um que ao mesmo tempo em que não é mais o que é – escultura de cicatrizes do tempo na cultura social em que está inserido fora da ‘hora de brincar’ – também continua sendo, pois não ignora e pode se utilizar dos espaços abertos pelas cicatrizes e deixá-los encontrar seus caminhos pelo corpo, não sublinhando a lembrança que passou, mas descrevendo (e descrever também é destruir) essa mesma lembrança que ainda passa, e por isso mesmo pode se modificar a cada momento.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

pipocanduba

pipocanduba - o sanduba de pipoca, aquele que nos traz ideias pipocantes!

esse é o melhor sanduíche do mundo, de todas as galáxias pipocáveis possíveis e existentes. é aconselhável comê-lo, no mínimo, uma vez ao dia pelo simples fato de que: ele é um grande dispositivo de ideias! para aqueles que ainda não sabem, o milho é um alimento sagrado em várias culturas. se o milho já é sagrado, imagine a pipoca!!!!! a transformação revolucionária do milho!!!! é a maravilhosidade em forma de florzinhas brancas, macias e amorosas. maaaaas, se você não o fizer com amor... pipocas queimadas e tristes irão lhe assustar durante a noite (TANDANDANDANNN).

1° passo;

coloque o seu rock'n'll favorito pra tocar; (não se prenda à uma música apenas; aqui é permitido que existam muitos rocks favoritos e o meu do dia é: https://www.youtube.com/watch?v=9GkVhgIeGJQ). é ele que dará início as energias transformadoras e mágicas. as ondas sonoras entram em sintonia com as ondas guloseimicas do milho. essa vibração é o rock, rock geral até mais tarde e sem hora marcada (VERMELHO;Barão)!!!!

2° passo:

ingredientes pipocáveis!
milho a gosto
manteiga a gosto
cheddar a gosto
pão de gergelim (37 cm)


3º passo:
VAMOS METER A MÃO NA MASSA, DIGO, NA PIPOCA E DEIXE O ROCK'N'LL ROLAR!!!
pegue o pão de 37cm e dance com ele! diga pra ele o quanto ele é maravilhoso por receber milhos! após esse ritual, pegue a manteiga e passe com a mão (com a mão!! isso é importante pois você imprime no pão as suas positives vibrations yeah) em tooodo o pão. uma vez que você passou bastante manteiga no pão todinho, você pega o milho! vá colocando milho em todo o pão, por dentro, por fora, nas pontas. várias, várias camadas de milho!
depois de colocar a quantidade mais exorbitante de milho você coloca 3 fatias de cheddar na parte interior do pão. opa!!! já estamos quase chegando lá. com nossa obra-prima-pipocanduba montada, é preciso abraçá-la, acariciá-la e dançar durante o tempo que achar necessário. feito isso, você coloca o pipocanduba em uma superfície de sua preferência e leve para a fogueira. assista ao show pipocan'roll das pipocas pipocando, pipocando, pipocando, pipocando... e ficando cada vez maiores e mais quentinhas e mais juntinhas e mais amanteigadinhas!!!! e não sofra ao ver os milhos virando pipoca, as mudanças acontecem!!! quando você perceber quer todos os milhos que estavam grudados ao pão de gergelim de 37cm estiverem pipocados... PRONTO! chegou a hora de deliciar-se e atravessar todas as dimensões imagináveis. e, pode ter certeza, ideias incríveis estarão à caminho... =)

Assinado: Vittória com dois t's e acento no o.

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"(...)
As comidas, para mim, são entidades oníricas. Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.
(...)
Quanto às pipocas que estouram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira."

Rubem Alves

ta rolando beatles na sala

Ta rolando Beatles na sala. Meu corpo dança na cama. É bom acordar com Beatles apesar de não gostar da banda cover do meu pai. Todos policiais que tocam Beatles nas horas vagas. Falando em vagas essa noite eu não catei vagalume e tive pesadelo. Sonhei que eu estava num aeroporto de vagalumes. Pessoas vagalumes. Aí, chegava o avião e todos iam só que eu ficava entalada numa cadeira de criança. Comecei a lutar com a cadeira e quando consegui me libertar fui numa velocidade de aquaplanagem e ultrapassei todo mundo. Isso é quando vc perde o contato com o chão mas não voa. Acontece que só eu cheguei a tempo de pegar o avião. Fui sozinha. Fiquei apavorada. Não sei nem ir no Largo do Machado sozinha. Mas quando entrei estava em um avião de dinossauros. Dinossauro com pasta de trabalho, bebes dinossauros, tinha até uma banda de dinossauros que viajava em turnê e aproveitava para dar a última ensaiada. Olhei pra baixo e vi que os vagalumes se organizavam em uma enorme fila para o próximo voo. Pensei que eu ia comer antes deles e acordei com fome. Vou preparar minha poderosa e cheia de saúde bisnaguinha. Pão bisnaguinha com queijo parmesão ralado, no forno com gotinhas de Nutella. To com cara de tesão. Aprendi o que é tesão ontem. Tesão é quando vc sente uma coisa muito boa e a cara não engana.

Sanduíche Amanteigado

Pegue um sonho bom. Não é de creme e açuquinha como o da padaria. É de noite de vagalumes na janela da vovó. Vagalumes são bons à noite pra se sonhar bem. Eles iluminam a imaginação dentro da cabeça quando o quarto está escuro e você está dormindo. E por que não está mais escuro lá dentro de dentro do crânio, não dá pra ter medo e pesadelo. Então é assim: você pega um pote de vidro, cata os vagalumes – bastante vagalumes – e prende eles ali dentro, até porque eles não vão ficar ali voando a noite inteira do lado da janela da vovó. E é preciso que eles iluminem todo o sono para que o sonho inteiro não tenha nem uma partezinha ruim. Basta colocar o pote com os bichinhos na cabeceira da cama. Prenda o pote com uma tela com furinhos para que eles possam respirar – você vai soltá-los de volta pra natureza no dia seguinte. E daí você pode dormir. Dorme tranqüilo com a certeza de que esse sonho vai ser um sonho bom.
No dia seguinte você vai acordar leve e feliz. O sonho vai estar nítido, iluminado e reprisando sem parar na sua memória. Pegue o pote, leve até a janela da vovó, solte os vagalumes – não se preocupe, alguns não sobrevivem mesmo, é normal – e daí você precisa ser rápido. Jogue os vagalumes e tampe o pote! Tem que conservar a essência da presença deles, não pode deixar sair. E aí mais uma vez você tem que ser rápido. Você vai abrir o pote e colocar o seu sonho dentro! Uma batidinha com a cabeça de leve e o sonho entrou, e você fechou, e ele ficou lá dentro, flutuante e fantasmagórico... mas perolado!
A essa altura, sua mãe vai estar te gritando lá em baixo pra você descer pro café da manhã. Desça as escadas, como quem não quer nada, leve o pote escondido, para evitar explicações complicadas de se desenvolver, sente ao lado da tua irmã como todo dia, dê bom dia pra sua mãe e pra todo mundo como todo dia, mostre língua pra sua irmã porque você está feliz, tome um gole do Nescau como todo dia, pegue o pão francês do saco, corte, passe manteiga e espere as pessoas se distraírem.
Quando não tiver ninguém olhando, você pega o pote e despeja o sonho numa das bandas do pão amanteigado. Você tem que buscar um momento pra fazer isso bem logo, porque senão corre o risco do sonho coagular no pote. E daí então, você vai comer o melhor sanduíche que você já comeu em toda a sua vida humana.
Além do gosto ser o melhor gosto de toda a sua existência humana, justamente por que é feito das melhores coisas imagináveis, o melhor sanduíche do mundo é uma fórmula bastante concreta para tu te tornares um super-herói. Mesmo que apenas por uma tarde – tempo que o organismo leva pra fazer digestão e renovar o sangue.
Cientificamente, o que acontece quando você come o melhor sanduíche do mundo é: em primeiro lugar, a manteiga no pão irá bezuntá-lo de uma camada escorregadia, o que fará com que, quando ele atingir o estômago, o suco gástrico não consiga corroer muito bem os bons sentimentos com seu ácido destruidor acoplanágico. Ele passa praticamente intacto para o intestino e daí, microcosmicamente, para o sangue. Nesse momento, você, aqui do lado exterior do seu corpo, vai conseguir sentir lá dentro o poder correr nas veias e artérias. Cada glóbulo vermelho vai ser tomado pelo poder imaginativo do sonho fazendo de imaginação e realidade a mesma coisa dentro de você. Resumindo: seu poder será de fazer viver os sonhos bons da sua imaginação.
É importante ressaltar que o que entra no sangue não é o sonho específico que você teve de noite, mas o poder místico dele. O próprio poder de ser sonho. E sem açúcar.
Agora, alguns minutos após a ingestão DELE, você vai sentir modificações energéticas corporais e, de repente, você e sua família não vão mais se mudar de casa, e vão viver ali para sempre, vizinhos do seu melhor amigo, passarinhos cantando de dentro da árvore que invade a varanda, e virando a mesa da cozinha pra comer siri quando voltando de Angra. Sua irmã não vai nem entender, por que os poderes do irmão mais velho não mais funcionarão e você vai acordar em cima da hora pra escola, por que num piscar de olhos você já estará lá, e seus professores vão ser os mais legais e vão deixar você brincar de estudar a matéria que você mais gosta, e a matemática, que é obrigatória, você já vai ter terminado, e vai saber tudo de cor, inclusive a tabuada do nove e a diferença das figuras geométricas. E quando você acordar mais cedo, dá pra ir voando por aí saindo da janela da vovó sem ter que ouvir ela reclamando pra você não se debruçar na janela e nem dizer que já viu um menino morrer assim. Esse momento vai estar cheio de finais felizes, e é só você escolher. O único problema é que são tantos que na hora você fica um pouco sem saber o que escolher. Mas é só ouvir o que o seu coração diz, como sua mãe sempre costuma dizer e você nunca entende o que isso significa. Pode ficar tranqüilo que, dessa vez, os conselhos metafóricos da mamãe vão funcionar como um macete no vídeo-game – dois pra trás, um pra frente + B/ C pra frente + QUADRADO.

A dica foi dada, e espero que vocês compartilhem segredo. Não são todos que podem ter acesso a essas informações. Elas são extremamente sigilosas. Imagina se isso cai nas mãos de um adulto. Sai de baixo. Pode se uma catástrofe, uma hecatombe. E por isso também, nunca nos refiramos a tal receita mágica como sanduíche de sonho, ou coisa parecida – não queremos correr esse risco. Eu costumo chamar de “sanduíche amanteigado”. Se servir pra vocês...


PS: tem um áudio aqui que eu não sei postar junto. Parece que não dá :(